Abaixo dos escombros de misérias
Terríveis que me cercam a existência,
Inalo o agreste odor de pestilência
Exalante do sangue em mias artérias.
E me vendo mero alvo de pilhérias
Imolado aos gemidos e à dolência,
De igual jeito, festejo co’excelência
Dissolvendo-me em lágrimas etéreas.
Sorridente, me entrego ao sumo fel,
Consagro-me sofrendo, e fiz-me ufano
Em nome dos trovões que chiam no céu.
De pé, prossigo amando este meu dano,
E sofrendo, levanto meu troféu:
Portentoso sois vós, lamento humano!





Deixe um comentário