A Dafne cantou Apolo


Tu foges do amante dos céus, minha musa
Pois queres o exílio do Febo sem flor
Às flechas do Eros as quais mia gran dor
Fizeram surgir com maldade sem ‘scusa,

Pois deus sempre fui desde a Luz que me fez
E não me faltou dos tesouros mais finos
Exceto as farturas dos seios albinos
Da ninfa mais bela de mui rapidez.

Persigo teus passos no bosque e no prado
E busco teus olhos que são mia paixão.
Tu gritas correndo e põe prantos ao chão
Enquanto eu te vejo c’o medo aflorado.

Nem vento supera tua fuga veloz
Mas quase te alcanço com nobre insistência
Seguindo teus pés ‘té com mais diligência
Que cantam os deuses em uma só voz.


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