Assola-nos soturna como os prantos
do zéfiro que sopra à meia-noite
O alvedrio magnânimo do Tânatos.
Os ornatos malévolos da pugna
esgueiram-se sucintos pela Orbe,
e as flâmulas da guerra se balouçam
consagrando-me as flores outonais.
Absorto nas planícies silenciosas,
embainhado em fadigas das mortalhas,
dissolvi-me no espírito do Zéfiro
cantando mil exéquias em teu nome.
e se a alma do mundo em desencanto
contrai-me os versos dátilos do Céu,
sorverei do teu sangue as mil angústias
germinantes do azul crepuscular
na minha face exausta, pranteadora,
desanimada — Ah! o meu desânimo
sinistro como a flor das madrugadas
deitou-se no horizonte pela Aurora
anunciando consigo um Sol de Sangue.
Mas tu podes sentir o peso, Pátroclo,
das lágrimas que escoam por teu rosto?
são filhas dos meus olhos pesarosos.
Não mais farás cristais de pranto agudo
e teu peito jamais soluçará
como hoje meu pranto tem-se feito.
Arfaram corações bravios e grandes
assim que viram olhos cor da sombra
criarem-se em tua face derradeira.
Deitaste-te na Morte, irmã do Sono,
e a Noite carregou-te sobre os ombros;
espírito aspergiram teus pulmões,
e os meus, sofrendo, exalam mil rugidos.





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